
Não tenho vergonha de assumir que um dos filmes que mais amo é Nove e meia semanas de amor.
Mickey Rourke no auge da beleza. Kim Basinger gostosona.
E sexo...muito sexo.
O cara literalmente devorava a garota de todos os jeitos.
Era amor....dizia ele.
A trilha sonora conduzia tudo ao gozo propriamente dito.
E nós mulheres, tão sedentas de aventuras, de conquistas...
queriamos para nós um homem que nos pentiasse, que nos alimentasse..
E que nos devorasse quando a noite caísse....
Seria pedir demais?
Óbvio que isso nunca aconteceu comigo.
Me cansei da figura masculina cedo demais.
Mas, será que eu resistiria a um homem como esse?
Hoje, eu sei que essas coisas não existem.
Homem nenhum tem paciência para seduzir uma mulher com tanta imaginação.
O glamour dos 80's acabou.
Tudo o que resta é o capitalismo sexo pago do século 21.
Homens de um lado.
mulheres de outro.
E os direitos iguais sepultando o charme de um gentleman.
Me falaram que A Origem era o filme do ano.
Fui conferir porque sou muito teimosa.
Se eu tivesse ouvindo a minha intuição teria me poupado das duas horas de extrema tortura psicanalítica.
Não sou crítica de cinema.
Tampouco me considero cult cinéfila.
Apenas sei o que me agrada ou não.
E A Origem não me decepcionou.
Acabou sendo a chatice que eu previa.
O ritmo ágil não me enganou.
É lixo embrulhado em papel caro.
Mas lá no fundo....
Nota-se a pretensão de ser algo inesquecível.
Não funcionou pra mim.
Pelo menos serviu como sonífero.
Dormi bem num só sonho e desejo: Deletar da minha mente mais um filminho comestível de Hollywood.
O nome desse blog não é em homenagem ao filme O Divã.
Pelo contrário.
O filme é tão falsificado quanto um celular made in china.
Criaram a primeira paciente feliz do planeta.
A mulher não sente dores.
Não sofre.
Acha bom ser traída.
Aceita a separação.
É chutada pelo amante e passa adiante.
Namora um clubber estúpido sem culpa.
Enfim.
Ela é o protótipo da mulher perfeita que se basta.
O que seria então o terapeuta?
Um simples ouvinte de fofocas íntimas e pessoais.
Lília Cabral irrita o tempo todo.
Seu sorriso maniqueísta, o sotaque comum de qualquer lado do país.
Não entendo e faço questão de nem pensar sobre o assunto.
porque lixo é lixo.
Mas, sentimento verdadeiro não brota
de verborragia feminista sem sentido.
E Gianecchini é bonito sim
mas eu ainda prefiro um javier bardem com o nariz torto
e os dentes amarelados pelo cigarro.
simplesmente, porque a beleza me interessa mais quando vem defeito de fabricação.
Quem sou eu
- Cláudia Pereira
- Uma pessoa que se procura nas telas grandes e pequenas, do VHS à 3D...
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