06:36

Todas as semanas de amor

Postado por Cláudia Pereira |


Não tenho vergonha de assumir que um dos filmes que mais amo é Nove e meia semanas de amor.

Mickey Rourke no auge da beleza. Kim Basinger gostosona.

E sexo...muito sexo.

O cara literalmente devorava a garota de todos os jeitos.

Era amor....dizia ele.

A trilha sonora conduzia tudo ao gozo propriamente dito.

E nós mulheres, tão sedentas de aventuras, de conquistas...

queriamos para nós um homem que nos pentiasse, que nos alimentasse..

E que nos devorasse quando a noite caísse....

Seria pedir demais?

Óbvio que isso nunca aconteceu comigo.

Me cansei da figura masculina cedo demais.

Mas, será que eu resistiria a um homem como esse?

Hoje, eu sei que essas coisas não existem.

Homem nenhum tem paciência para seduzir uma mulher com tanta imaginação.

O glamour dos 80's acabou.

Tudo o que resta é o capitalismo sexo pago do século 21.

Homens de um lado.

mulheres de outro.

E os direitos iguais sepultando o charme de um gentleman.

05:14

A Origem do sono

Postado por Cláudia Pereira |

Me falaram que A Origem era o filme do ano.

Fui conferir porque sou muito teimosa.

Se eu tivesse ouvindo a minha intuição teria me poupado das duas horas de extrema tortura psicanalítica.

Não sou crítica de cinema.

Tampouco me considero cult cinéfila.

Apenas sei o que me agrada ou não.

E A Origem não me decepcionou.

Acabou sendo a chatice que eu previa.

O ritmo ágil não me enganou.

É lixo embrulhado em papel caro.

Mas lá no fundo....

Nota-se a pretensão de ser algo inesquecível.

Não funcionou pra mim.

Pelo menos serviu como sonífero.

Dormi bem num só sonho e desejo: Deletar da minha mente mais um filminho comestível de Hollywood.

07:18

O divã da alegria

Postado por Cláudia Pereira |

O nome desse blog não é em homenagem ao filme O Divã.

Pelo contrário.

O filme é tão falsificado quanto um celular made in china.

Criaram a primeira paciente feliz do planeta.

A mulher não sente dores.

Não sofre.

Acha bom ser traída.

Aceita a separação.

É chutada pelo amante e passa adiante.

Namora um clubber estúpido sem culpa.

Enfim.

Ela é o protótipo da mulher perfeita que se basta.

O que seria então o terapeuta?

Um simples ouvinte de fofocas íntimas e pessoais.

Lília Cabral irrita o tempo todo.

Seu sorriso maniqueísta, o sotaque comum de qualquer lado do país.

Não entendo e faço questão de nem pensar sobre o assunto.

porque lixo é lixo.

Mas, sentimento verdadeiro não brota

de verborragia feminista sem sentido.

E Gianecchini é bonito sim

mas eu ainda prefiro um javier bardem com o nariz torto

e os dentes amarelados pelo cigarro.

simplesmente, porque a beleza me interessa mais quando vem defeito de fabricação.

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